Crescimento preocupa setor varejista e reforça impacto no consumo das famílias
A inadimplência segue em alta em todo o país, e o Sudeste não ficou de fora da tendência. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, a região registrou um crescimento de 5,93% no número de consumidores inadimplentes na comparação entre junho de 2024 e junho de 2025. O aumento também foi observado no número de dívidas em atraso, que subiu 11,51% no mesmo período.
“O comércio sente diretamente os efeitos da inadimplência. Quando o consumidor perde o controle das finanças, ele deixa de comprar, de investir e isso impacta toda a economia local”, afirma Edison Maltoni, presidente da CDL Jundiaí.
No total, o Brasil somou 71,28 milhões de pessoas com o nome negativado no último mês, o que representa 42,89% da população adulta. O perfil mais comum entre os devedores é de pessoas entre 30 e 39 anos, com dívidas em atraso há cerca de 28 meses.
O setor bancário lidera a origem das dívidas, representando 66,89% do total, seguido pelos setores de Água e Luz (10%) e Comércio (9,4%). A maior parte das dívidas tem valores baixos: 43% dos inadimplentes devem até R$ 1 mil, o que reforça a fragilidade no orçamento de grande parte da população.