Região Sudeste tem uma das maiores taxas de endividamento do país, com alta de 7,54% em setembro, segundo levantamento da CNDL e do SPC Brasil
O número de consumidores brasileiros com contas em atraso aumentou 8,91% em setembro de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024. O dado faz parte do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). Apesar do avanço, a variação anual observada em setembro foi um pouco menor que a registrada em agosto.
Na passagem de agosto para setembro, o crescimento foi de 0,21%, o que indica uma desaceleração no ritmo de aumento dos registros de inadimplência. O levantamento estima que o Brasil tinha, em setembro, 71,86 milhões de consumidores negativados, o equivalente a 43,14% da população adulta.
Sudeste tem 43% dos inadimplentes do país
Entre as regiões do Brasil, o Sudeste segue com o maior número de pessoas com contas em atraso, concentrando 43% dos consumidores negativados. Em relação ao crescimento anual, a região registrou alta de 7,54% no número de inadimplentes, resultado que reflete a pressão dos juros e da inflação sobre o orçamento das famílias.
As famílias estão mais cautelosas, mas o custo de vida continua alto e impacta diretamente a capacidade de pagamento. A redução da inadimplência depende de um ambiente econômico mais estável e de ações de educação financeira contínuas.
Perfil do consumidor endividado
A maior concentração de negativados está na faixa etária de 30 a 39 anos, que representa 23,56% do total. As mulheres têm ligeira maioria entre os devedores, com 51,18%, enquanto os homens correspondem a 48,82%.
Em média, cada consumidor inadimplente deve R$ 4.801,45, distribuídos entre 2,22 empresas credoras. Quase 30% das dívidas não ultrapassam R$ 500, e 43% ficam abaixo de R$ 1.000, o que mostra que muitos consumidores acabam com o nome restrito por débitos de baixo valor.
Bancos concentram a maioria das dívidas
Entre os setores credores, os bancos são responsáveis por 66,37% das dívidas, seguidos por contas de água e luz (10,28%), comércio (9,39%) e telecomunicações (8,23%). Em relação ao crescimento por segmento, o maior avanço foi observado nas dívidas bancárias, que aumentaram 17,75% em um ano.
Na análise regional, o Centro-Oeste apresentou a alta mais expressiva no número de dívidas (+15,60%), enquanto o Sudeste teve avanço de 14,13%.