Levantamento da CNDL e do SPC Brasil aponta aumento no número de consumidores com contas em atraso; CDL Jundiaí reforça a importância do planejamento financeiro e da renegociação de dívidas
O número de consumidores com contas em atraso no Sudeste registrou crescimento de 8,22% em dezembro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte do Indicador de Inadimplência de Pessoas Físicas, divulgado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
Em todo o país, o levantamento estima que 73,49 milhões de brasileiros estavam negativados em dezembro, o que representa 44,02% da população adulta. A faixa etária com maior participação entre os inadimplentes é a de 30 a 39 anos, concentrando cerca de 23% dos devedores. A distribuição por gênero segue equilibrada, com pouco mais da metade formada por mulheres.
Outro dado que chama atenção é o valor médio das dívidas. Cada consumidor inadimplente devia, em média, R$ 4.832,98, com pendências junto a aproximadamente 2,24 empresas credoras. Apesar disso, quase 31% das dívidas são de até R$ 500, demonstrando que valores aparentemente baixos, quando acumulados, contribuem significativamente para o endividamento das famílias.
Na análise por setor, as dívidas com água e luz apresentaram crescimento expressivo, seguidas pelos débitos junto a bancos, comunicação e comércio. Em relação ao número total de dívidas, o Sudeste também apresentou alta relevante, reforçando a necessidade de atenção por parte de consumidores e empresas da região.
Para a CDL Jundiaí, o cenário reforça a importância da educação financeira, do consumo consciente e da busca por renegociação de débitos como estratégias para fortalecer a economia local e manter a saúde financeira das famílias. A entidade destaca que o equilíbrio entre crédito responsável e planejamento contribui diretamente para um comércio mais sustentável e para o desenvolvimento econômico da cidade.
A CDL Jundiaí também orienta consumidores a buscarem informações, organizarem seus orçamentos e priorizarem a regularização de pendências financeiras, especialmente no início de um novo ano, período tradicionalmente marcado por despesas como impostos, material escolar e reorganização financeira.