Região registrou aumento de 8,89% no número de negativados, acompanhando avanço nacional e pressionando o consumo

O cenário de crédito no país iniciou 2026 com números preocupantes e impacto significativo também na região Sudeste. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, o Brasil atingiu 73,30 milhões de consumidores negativados em janeiro, o maior volume da série histórica, representando 43,88% da população adulta.

Na análise regional, o Sudeste apresentou crescimento anual de 8,89% no número de inadimplentes, ficando entre as regiões com maior avanço no período, atrás apenas do Sul. O aumento acompanha a tendência nacional de expansão das dívidas em atraso, que cresceram 15,76% na comparação com janeiro de 2025.

Os dados indicam ainda que cada consumidor negativado devia, em média, R$ 4.898,02, com pendências junto a aproximadamente 2,26 empresas credoras. O setor financeiro concentra a maior parte das dívidas, respondendo por 65,59% do total, seguido por contas de água e luz, comunicação e comércio.

A faixa etária com maior concentração de inadimplentes continua sendo a de 30 a 39 anos, evidenciando o impacto das dificuldades financeiras entre adultos em fase produtiva e de maior consumo. Ao mesmo tempo, uma parcela relevante das pendências é formada por valores menores: 30,65% das dívidas são de até R$ 500, o que demonstra que atrasos pontuais também contribuem para o avanço do indicador.

O crescimento da inadimplência no Sudeste reforça o sinal de alerta para o ambiente econômico e para o comércio, já que o aumento de consumidores negativados tende a limitar o acesso ao crédito e influenciar diretamente o nível de consumo ao longo do ano.