Região registra crescimento de 8,97% no número de devedores e aumento de 17,24% nas dívidas, refletindo pressão no orçamento das famílias
O Brasil alcançou, em março, o maior nível de inadimplência da história, com 74,31 milhões de consumidores com contas em atraso. Dentro desse cenário, a região Sudeste segue a tendência nacional e apresenta crescimento significativo, tanto no número de devedores quanto no volume de dívidas.
De acordo com dados da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, o Sudeste registrou alta de 8,97% no número de inadimplentes na comparação anual. Já o número de dívidas em atraso na região cresceu 17,24%, evidenciando o aumento do endividamento entre os consumidores.
O perfil dos devedores segue um padrão nacional: a maior concentração está entre pessoas de 30 a 39 anos, faixa etária que reúne mais da metade da população negativada. Além disso, a distribuição por gênero é equilibrada, com leve predominância feminina.
Outro dado que chama atenção é o valor médio das dívidas, que chega a R$ 5.044,65 por consumidor, com cada inadimplente devendo, em média, para mais de duas empresas. Apesar disso, uma parcela significativa possui débitos de menor valor: quase 30% devem até R$ 500, e mais de 40% acumulam dívidas de até R$ 1.000.
Entre os principais credores, o setor bancário lidera com ampla vantagem, concentrando mais de 66% das dívidas. Na sequência, aparecem contas de água e luz, comunicação e comércio este último com participação menor, mas ainda relevante para o varejo.
O crescimento das dívidas em setores essenciais, como energia e serviços básicos, reforça o impacto direto da inadimplência no orçamento familiar. Esse cenário exige atenção tanto dos consumidores quanto das empresas, que precisam adotar estratégias mais seguras na concessão de crédito.
Os dados evidenciam um momento de alerta para o Sudeste, onde o aumento da inadimplência acompanha a pressão econômica sobre as famílias, reforçando a importância do planejamento financeiro e do uso consciente do crédito.