Sudeste registrou alta de 8% no número de inadimplentes, enquanto brasileiros acumulam média de mais de R$ 5 mil em dívidas
O número de brasileiros inadimplentes voltou a crescer e atingiu um novo recorde em abril de 2026. Dados do Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil mostram que o país encerrou o mês com 74,82 milhões de consumidores com contas em atraso, o equivalente a 44,69% da população adulta.
Na região Sudeste, o número de inadimplentes apresentou crescimento anual de 8%, acompanhando a tendência nacional de aumento no endividamento. Já o volume de dívidas na região cresceu 16,24% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados revelam um cenário de maior pressão financeira sobre as famílias, impactando diretamente o consumo e o desempenho do varejo. Em abril deste ano, cada consumidor inadimplente devia, em média, R$ 5.111,64, distribuídos entre aproximadamente 2,34 empresas credoras.
A faixa etária mais afetada pela inadimplência é a de 30 a 39 anos, que concentra 18,23 milhões de negativados no país. O levantamento também aponta equilíbrio entre os gêneros, com leve predominância feminina: 51,39% das pessoas inadimplentes são mulheres.
Outro dado que chama atenção é o perfil das dívidas. Quase três em cada dez consumidores possuem débitos de até R$ 500. Quando consideradas dívidas de até R$ 1 mil, o percentual chega a 41,75%.
Entre os setores credores, os maiores aumentos ocorreram nas contas de água e luz, com alta de 22,38%, seguidas pelos setores de comunicação, bancos e comércio. Apesar disso, as instituições bancárias seguem concentrando a maior parte das dívidas do país, representando 66,65% do total.
Na comparação mensal, entre março e abril de 2026, o número de inadimplentes no Brasil cresceu 0,81%, enquanto o total de dívidas em atraso avançou 1,94%, reforçando o cenário de crescimento contínuo da inadimplência no país.