Levantamento da CNDL e do SPC Brasil mostra que a facilidade do crédito impulsiona compras por impulso e aumenta os riscos de endividamento entre as famílias brasileiras
O parcelamento continua fazendo parte da rotina dos brasileiros, mas a facilidade de acesso ao crédito ainda exige atenção. Pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), do SPC Brasil e da Offerwise revela que 37% dos consumidores das capitais brasileiras possuíam compras parceladas em dezembro de 2025, o equivalente a cerca de 60,1 milhões de pessoas. Em média, cada consumidor mantinha quatro parcelas em aberto.
Apesar da redução na quantidade média de parcelas em comparação ao ano anterior, o estudo mostra que 61% dos entrevistados realizaram compras não planejadas, impulsionadas principalmente pela facilidade do crédito. As lojas online e aplicativos lideram esse comportamento, sendo apontados por 43% dos consumidores como os principais incentivadores das compras por impulso.
O levantamento também mostra que o PIX se consolidou como principal forma de pagamento para despesas do dia a dia, enquanto o cartão de crédito permanece como a opção preferida para compras de maior valor e parcelamentos, utilizado por 70% dos consumidores.
Outro dado que chama atenção é a falta de controle financeiro. Quase metade dos entrevistados (47%) afirmou não realizar qualquer tipo de planejamento dos gastos antes das compras. Como consequência, 38% tiveram o nome negativado nos últimos 12 meses devido ao atraso no pagamento de compras parceladas, principalmente no cartão de crédito.
Mesmo diante desse cenário, a pesquisa aponta uma postura mais cautelosa: 56% dos consumidores evitaram fazer novas compras a prazo nos últimos meses, principalmente pelo excesso de compromissos financeiros já assumidos.
Para a CDL Jundiaí, os dados reforçam a importância do planejamento financeiro e do uso consciente do crédito. Antes de assumir novas parcelas, é fundamental avaliar o orçamento, considerar o custo total da compra e evitar comprometer a renda com dívidas que possam afetar a saúde financeira da família.