Levantamento aponta que 50% dos brasileiros já sofreram ou quase sofreram fraudes; agilidade das transações digitais exige atenção redobrada

O avanço das transações digitais tem facilitado a rotina dos consumidores, mas também tem ampliado o número de golpes financeiros. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em parceria com a Offerwise Pesquisas, revela que 50% dos entrevistados sofreram ou enfrentaram alguma tentativa de fraude nos últimos 12 meses o equivalente a cerca de 18,8 milhões de pessoas.

Entre os golpes mais comuns está o pagamento antecipado por produtos ou benefícios que nunca são entregues, responsável por 7% dos casos. Também aparecem com frequência transferências para compras em anúncios falsos, muitas vezes divulgados em redes sociais clonadas de conhecidos (6%), além de envios de dinheiro para falsos contatos (5%). Invasões de contas em lojas online e clonagem de cartões também estão entre as práticas mais recorrentes.

O estudo mostra ainda que as abordagens têm se tornado cada vez mais rápidas e diretas. O envio de links falsos para pagamento lidera as tentativas de golpe (17%), seguido por boletos fraudulentos de contas do dia a dia, como energia e telefonia (9%), e pedidos de PIX feitos por pessoas se passando por conhecidos (6%).

Mesmo diante desse cenário, muitos consumidores têm adotado comportamentos preventivos. Quase metade (49%) afirma desconfiar de contatos suspeitos, enquanto 45% evitam promessas de dinheiro fácil e 42% desconfiam de ofertas com preços muito abaixo do mercado ou deixam de acessar sites não confiáveis.

Após sofrer uma fraude, 88% das vítimas buscam alguma forma de solução. A negociação direta com instituições financeiras é o caminho mais comum, seguida pelo registro de boletim de ocorrência e pelo contato com operadoras de cartão. Ainda assim, nem todos conseguem reverter o prejuízo: 28% afirmam não ter recuperado o dinheiro perdido.

O impacto das fraudes vai além das perdas financeiras. Cerca de 34% das vítimas tiveram o nome negativado em decorrência dos golpes, e muitos precisaram recorrer a ajuda profissional, sem garantia de solução definitiva.

O cenário reforça a importância da informação e da atenção constante no ambiente digital, além da adoção de práticas seguras para evitar prejuízos e proteger dados pessoais e financeiros.