Bancos seguem como principais credores; região concentra maior número absoluto de negativados do país
O cenário da inadimplência no Brasil continua em alta e impacta fortemente o Sudeste. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil, em julho de 2025 o país registrou 71,37 milhões de pessoas com nome negativado, o que representa 42,91% da população adulta.
Na análise regional, o Sudeste concentrou o maior número absoluto de inadimplentes do país, com 28,01 milhões de pessoas negativadas, equivalente a 42,06% da população adulta da região. Apesar de não liderar em proporção (o Centro-Oeste aparece em primeiro nesse quesito, com 46,55%), o Sudeste responde pela maior fatia de brasileiros endividados, refletindo a densidade populacional da região.
Perfil dos devedores no Sudeste
Assim como no cenário nacional, a faixa etária mais afetada é a de 30 a 39 anos, representando o maior percentual de negativados. Grande parte das dívidas segue concentrada em valores menores: 30% até R$ 500 e 43% até R$ 1.000, o que reforça a dificuldade de quitação mesmo em débitos de baixo valor.
O tempo médio de atraso das dívidas continua elevado, chegando a 28,3 meses (mais de dois anos). Isso demonstra que muitos consumidores enfrentam obstáculos de longo prazo para regularizar sua situação financeira.
Entre os setores credores, os bancos seguem predominantes, respondendo por 66,65% das dívidas em atraso no Brasil. A região Sudeste acompanha essa tendência, sendo fortemente impactada pelas operações de crédito financeiro. Em seguida aparecem contas de Água e Luz (9,95%), Comércio (9,43%) e Comunicação (3,68%).
Na comparação de julho de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, o Sudeste registrou alta de 7,23% no número de inadimplentes. Já o número de dívidas em atraso na região apresentou crescimento ainda maior, de 13,80% em relação a julho de 2024.
Além de refletir a concentração populacional e econômica, também evidencia a pressão do crédito bancário sobre as famílias. Apesar disso, parte significativa da inadimplência ainda se refere a dívidas de valores menores, mostrando que o problema atinge desde grandes tomadores de crédito até consumidores de baixa renda.