Região registrou alta de 13,28% no número de dívidas em atraso na comparação anual, enquanto país chegou a 75,08 milhões de consumidores negativados

O Brasil atingiu em julho de 2026 o maior patamar de inadimplência da série histórica, com 75,08 milhões de consumidores com contas em atraso, segundo o Indicador de Inadimplência da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O número representa 44,75% da população adulta brasileira.

Apesar do cenário nacional, a região Sudeste também apresentou crescimento na inadimplência. Na comparação com julho de 2025, o número de consumidores inadimplentes aumentou 6,53%. O resultado foi o terceiro maior crescimento entre as regiões brasileiras, atrás do Sul, com 10,68%, e do Norte, com 9,07%.

O avanço também aparece na quantidade de dívidas em atraso. No Sudeste, o número de dívidas cresceu 13,28% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação entre junho e julho deste ano, houve aumento de 1,07% no número de dívidas em atraso em todo o país, enquanto o total de consumidores inadimplentes cresceu 0,47%.

Dívidas de até R$ 1 mil representam mais de 40% dos casos

Em julho, cada consumidor inadimplente tinha, em média, R$ 5.205,30 em dívidas e possuía pendências com aproximadamente 2,34 empresas credoras.

O levantamento mostra ainda que 28,94% dos consumidores tinham dívidas de até R$ 500, enquanto o percentual chega a 41,16% quando considerados débitos de até R$ 1 mil.

Entre os setores credores, os bancos concentram a maior parcela das dívidas em atraso, com 65,91% do total. Na sequência aparecem Água e Luz, com 10,63%; Outros, com 9,58%; e Comércio, com 8,21%.

Na comparação anual, as dívidas de Água e Luz apresentaram o maior crescimento, de 22%, seguidas por Bancos, com 12,92%, e Comunicação, com 12,62%. Já o setor de Comércio registrou queda de 0,55% no número de dívidas em atraso.

Faixa de 30 a 39 anos concentra maior número de inadimplentes

A maior concentração de consumidores negativados está entre 30 e 39 anos, com 18,19 milhões de pessoas. O número corresponde a 53,68% da população nessa faixa etária.

A distribuição por gênero permanece equilibrada, com leve predominância das mulheres, que representam 51,39% dos inadimplentes, enquanto os homens correspondem a 48,61%.

Em termos de participação da população adulta, o maior percentual de inadimplência está no Norte, onde 48,60% dos adultos estão incluídos em cadastros de devedores. No Sul, região com menor proporção, o índice é de 40,64%.

Os dados reforçam a importância de atenção à concessão de crédito e ao acompanhamento da capacidade de pagamento dos consumidores, especialmente diante do crescimento do número de dívidas em atraso observado no Sudeste e no restante do país.