Comprovantes podem ser falsificados; confira sempre se o valor realmente entrou na conta antes de liberar a mercadoria

Os golpes envolvendo Pix estão cada vez mais convincentes e podem causar prejuízos diretamente no caixa das empresas. Entre as fraudes mais comuns está o uso de comprovantes falsos para simular o pagamento de uma compra.

Para evitar esse tipo de situação, alguns cuidados simples podem fazer diferença na rotina do comércio.

A tela do cliente não é a prova final
Comprovantes em papel, prints de tela e até mensagens enviadas pelo WhatsApp podem ser falsificados com facilidade. Por isso, nunca libere uma mercadoria apenas após conferir o celular do comprador.

O extrato é a confirmação
O Pix é uma transferência instantânea e, normalmente, o valor fica disponível em poucos segundos. A venda deve ser considerada concluída somente quando o pagamento aparecer no aplicativo do banco ou no sistema de caixa da empresa. Sempre confira o saldo real antes de entregar o produto.

Atenção redobrada nas devoluções
Outro golpe envolve o envio de um suposto comprovante com valor maior que o da compra, seguido de um pedido para que a diferença seja devolvida. Também pode ocorrer de o cliente alegar que fez um pagamento por engano.

Nesses casos, não faça um novo Pix para a chave informada pelo cliente. Se for necessário devolver um pagamento, utilize exclusivamente a função oficial “Devolver valor” disponível no aplicativo do banco. Dessa forma, o dinheiro retorna para a conta de origem da transação.

Com a confirmação do pagamento diretamente no sistema bancário, o comerciante reduz o risco de cair em comprovantes falsos e protege o caixa da empresa.